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Blogue do Gato

Este gato habitou as capas da revista PCGuia durante muitos anos. Agora tem uma coluna na secção Boot de cada número em que dá uma visão felina acerca de tecnologias.

Blogue do Gato

Este gato habitou as capas da revista PCGuia durante muitos anos. Agora tem uma coluna na secção Boot de cada número em que dá uma visão felina acerca de tecnologias.


Há muito tempo que se fala que o digital vai substituir o papel, mas, na prática, até agora isso não passa de uma ideia. Isto porque muitas vezes há a necessidade de haver um objecto físico (uma folha), ou por uma questão completamente irracional como o gosto pela textura do papel ou pelo cheiro da tinta.
O advento da tecnologia e-ink que emula quase na perfeição o efeito de uma folha de papel e que consome um centésimo da energia de ecrãs LCD normais permitiu o aparecimento de dispositivos de leitura de livros digitais que permitem uma leitura confortável. O conteúdo dos ecrãs de tecnologia e-ink é semi-permanente ou seja ao contrário do LCD que necessita de estar constantemente a refrescar o ecrã e logo a gastar energia, os ecrãs e-ink apenas gastam energia quando é necessário alterar o conteúdo do ecrã como por exemplo quando se muda de página.
O primeiro fabricante a colocar um leitor de ebooks à venda para o público em geral foia Sony com o Librié que foi vendido apenas no Japão. Anos mais tarde lançou o PRS500 e depois o PRS505. Este último é apenas uma actualização do PRS500 em que os controlos foram adaptados para a leitura de livros ocidentais em que as páginas são passadas da direita para esquerda.
Mas há mais empresas a investir neste mercado. A I-Rex Technologies lançou o Iliad, o primeiro leitor de ebooks europeu que inclui rede com e sem fios, ecrã táctil e um sistema de passagem de páginas que tenta emular um livro real. A Amazon lançou o Kindle que permite comprar ebooks directamente na loja online, mas infelizmente só está disponível nos EUA.
Tirando o Kindle, todos os leitores são compatíveis com ficheiros PDF e Word. A Sony inventou um novo formato para proteger os livros que vende na sua loja online com a extensão .lrf.
Outras funcionalidades incluem a capacidade de se poder ligar uns auscultadores e ouvir ficheiros MP3, sejam eles audiobooks ou música. Pode usar esta função ao mesmo tempo que lê.
Quais são as vantagens destes produtos em relação ao livro em papel?
Em primeiro lugar o espaço e o peso. Com um cartão de memória de capacidade adequada pode transportar milhares de livros sem ter que carregar o peso e ocupar espaço equivalentes. Em segundo lugar, a conveninência de poder comprar os livros e descarregá-los para o leitor sem ter que sair de casa.
As desvantagens prendem-se com o facto de apesar de consumirem pouca energia há eventualmente a necessidade de os carregar e depois há a resistência, ainda não existe nenhum leitor de ebooks capaz de resistir ao tratamento que um livro de papel aguenta.
Outro problema está no preço que ainda é um bocado alto. O Sony custa cerca de 300 dólares e o Iliad cerca de 500 euros. Mas se pensar que, em média, um ebook custa metade de um livro em papel e que com o mesmo aparelho pode ler milhares de livros, o preço inicial dilui-se no tempo.
No entanto, a possibilidade de viajar sem ter que transportar as 400 ou 500 páginas do último livro do José Rodrigues dos Santos é impagável.
Se tivesse que eleger o melhor gadget em termos de utilidade, este era um sério candidato depois dos leitores de MP3.


Se quiser saber mais dê uma vista de olhos a estes links:

Sony Reader

I-Rex Technologies


Livros:

Projecto Gutenberg

Mobipocket

Ebooks.com

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